O que é o amor?

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O que é o amor?

Muitas pessoas questionam o significado dessa palavra. Alguns sentem um frio na barriga quando tentam se expressar através do amor. Outros já usam diariamente, sem muito se preocupar com o peso dela.

Vamos tratar aqui do sentido divino da palavra amor, que nada tem a ver com aqueles filmes da sessão Romance do Netflix.

Banalização do amor na sociedade atual

“Ame ao próximo como a ti mesmo”. É um dos máximos ensinamentos do Mestre. Porém ainda vemos casais declarando amor eterno para no dia seguinte praticarem atos de vandalismo um contra o outro. O divórcio chegou à impressionante taxa de 65%. Já diria Eminem e Black Eyed Peas: “onde está o amor”?

Se compartilharmos um intervalo de lanche em uma escola de ensino médio, vemos amigas dizendo que amam uma as outras (mesmo sendo colegas por somente 2 meses), namorados ou mesmo paqueras trocando “eu te amo” e por aí vai. Sem pensar no significado real da palavra, pensamos que é realmente lindo usar essa forma de expressão para mostrar o gosto de uma pessoa pela outra. No entanto, para quem quer realmente ser consciente de suas emoções e sentimentos, precisamos entender o que exatamente é o amor… e o que está envolvido quando dizemos “eu te amo”.

Amor não é paixão

“Paixão é apego”. Você já ouviu isso? Casos irracionais de atentados contra a vida por um amor incondicional? Não estou falando somente de brigas de casal, mas também de religiões: a paixão descontrolada por um deus imaginário que permite que vidas sejam sacrificadas em troca do paraíso.

O apego é como um pedregulho que carregamos sobre os nossos ombros. A todo momento, nos faz lembrar de seu peso e dimensão. E para garantirmos que aquele pedregulho é nosso, parece que precisamos marcar presença e mostrar que aquilo nos pertence. Por isso vamos tentando esculpi-lo, à nossa maneira e vontade, até criarmos algumas rachaduras inesperadas e permanentes.

É por isso que a paixão fere ambos os lados e caminha para um fim muito diferente do que o original previsto pelo “amor”. Já parou para pensar que quando você faz questão de uma coisa, cria muito conflito para ter garantias? A paixão, por ser uma forma de apego, cria, por si só, conflitos superficiais que minam a qualidade do relacionamento à longo prazo. O desapego é uma máxima que deve ser práticada em qualquer condição de nossas vidas.

Por finalidade, a pessoa se esquece de se amar em primeiro lugar e passa a colocar um terceiro como prioridade e como foco de atenção. É comum, nesses casos, ocorrer um espelhamento, em que o conflito traz à tona muitos dos desafios pessoais que não foram resolvidos a nivel individual.

A paixão, portanto, é a forma incorreta de demonstrar carinho e interesse por alguém. Diz muito mais respeito sobre a necessidade de algo externo para a própria afirmação: eu dependo da aprovação do próximo para me afirmar.

Amor não é romance

“Amar é deixar o outro ir e vir livremente”, já diriam as mensagens sobre amor que compartilhamos nas redes sociais. Aí reside mais um engano sobre o que é o amor real e ensinado por Cristo.

Muito mais do que o romance de quatro paredes de um casal, ou aquele sentimento puro de mãe e filho, o amor legítimo é prático e não é relativo. Para isso, precisamos estudar as três faces do amor.

O que é o amor: um conceito crístico e divino

Amor é proteção e segurança. Aquela velha história, tão conhecida em ‘O Pequeno Príncipe”, é verdade em partes. A proteção e segurança deve ocorrer de maneira absoluta, inclusive em níveis sutis, como espirituais. Quando uma pessoa não se sente segura, há ausência de amor. Quando a pessoa não se sente protegida, não se sente amor. Ainda não ficou claro, mas vou piorar um pouco a situação.

Amor também é alimentação. Essa alimentação diz respeito:

  • ao alimento físico, que nutre o corpo e garante o bom funcionamento do templo da alma;
  • ao alimento espiritual, que nutre a nossa conexão divina, como por exemplo, o estudo das palavras de Cristo.

Para facilitar o entendimento, pense no amor do pai e da mãe por um filho gerado por vontade legítima e consciente do casal. Os pais protegem, garantem ao máximo segurança ao filho e ainda oferecem alimento para sua criação.

Quando o Mestre ensina que devemos nos amar em primeiro lugar, isso quer dizer muito mais do que cuidar da auto-estima, mas atentar para nosso alimento, nossa segurança e proteção. Além disso, ter certeza que o Absoluto, quando ama sua Criação, ama legitimamente.

Mas há fome no mundo. Há guerras, morte e a sensação de terror na mente das pessoas. Vivemos em um planeta em evolução espiritual em transição, que ainda passa por período de trevas e ausência de amor.

Auto avaliação: você se ama legitimamente?

Na leitura de “Operação Cavalo de Troia“, de J. J. Benitez, Jesus diz para um viajante do tempo que não há diferença nos mundos com mais de 2.000 anos de diferença. A ambos falta a única coisa essencial: o amor.

Por essa razão, ainda estamos em caminho evolutivo. Quer a prova disso? Você estuda espiritualidade e mantém uma conversa diária e direta com o Criador? Você cuida do alimento físico, garantindo uma dieta equilibrada e saudável? Você coloca sua vida em risco, ao buscar alguma atividade radical ou faltando com a prudência em algum momento do dia? Se respondeu sim para alguma dessas perguntas, ainda precisa avaliar o seu amor próprio antes de prover o amor aos outros!

Depois de ler esse texto, qual o próximo passo que você vai tomar para se amar? Primeiramente, busque se curar. Agora que você já sabe que o amor não é romance, mas proteção, segurança e alimentação, juntos.

Analista internacional, designer, estudante (sempre!) da conscienciologia e projeciologia e terapeuta Reikiana. Acredito que podemos criar um mundo mais humano e amoroso, se trouxermos essa mudança para o âmbito pessoal.