Ansiedade x anseio da alma

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A ansiedade é um estado que hoje já acomete 12% da população brasileira, ou seja, 24 milhões de pessoas. Os dados são de uma pesquisa do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP e foram divulgados pela ABP (Associação Brasileira Psiquiatria) que já se alerta com as estatísticas. Um outro dado desta pesquisa que merece atenção é o que estima que 23% da população brasileira terá algum tipo de distúrbio ansioso ao longo da vida.

E por que será que a ansiedade vem ganhando cada vez mais números nas estatísticas? Podemos culpar o estilo de vida moderno e as constantes pressões sociais, mas hoje gostaria de te levar a ver além. A entender a ansiedade de um ponto de vista holístico e a aprender a vencê-la sem se afundar na tarja preta (eu já usei e acredite, não é mesmo a solução). Acompanhe comigo.

Mas afinal, o que é ansiedade?

Para entender a ansiedade basta nos atentarmos a etimologia da palavra. Ansiedade tem origem no latim “anxietas” (anxius: perturbado, pouco à vontade, de anguere = apertar, sufocar).  Em resumo, ela significa angústia, é aquele aperto no peito que dói e traz uma agitação angustiante.

Muitas vezes todo essa angústia está associada a uma preocupação antecipada com fatos que ainda vão ocorrer.

A Medicina Tradicional e a Psicologia consideram a ansiedade um distúrbio que afeta o equilíbrio emocional e mental, já que traz estados de angústia, tristeza, sensação de sufocamento e ainda desencadeia o estresse físico e/ou mental.

A presidente da Associação dos Portadores de Transtornos de Ansiedade (Aporta), Michelle Vieira, explica que: “a ansiedade é a percepção de que algo ruim pode acontecer a qualquer momento, é um mecanismo de proteção e de defesa do organismo. O que irá caracterizar os transtornos é a presença de um nível de ansiedade capaz de gerar prejuízos em alguma esfera da vida da pessoa”, explica.

Estatísticas que assustam

A Organização Mundial da Saúde (OMS) já considera a ansiedade o “mal do século”, pois pesquisas revelam cerca de 33% da população mundial sofre desse mal. O Brasil com os 12% que citamos no início já é o segundo país do mundo com maiores índices.

E tem mais: uma em cada quatro pessoas no mundo já sofreu de ansiedade pelo menos alguma vez na vida, segundo dados da Associação Mundial de Psiquiatria.

A ansiedade segundo um ponto de vista holístico

Para começar vamos entender o que é um ponto de vista holístico. A palavra “holístico” deriva de “holos” do grego que significa “todo” ou “inteiro”. Portanto, entender a ansiedade de forma holística requer vê-la como um todo, ir além do tradicional e saber que não se trata apenas de um distúrbio físico e/ou emocional e sim que vai muito além.

A Medicina Tradicional Chinesa (MTC), medicina milenar que entre muitos outros conceitos se baseia na  Teoria dos Cinco Elementos (Fogo, Terra, Metal, Água e Madeira) diria que em quadros de ansiedade há um desequilíbrio dos elementos fogo e água. Na MTC para cada órgão do corpo é atribuído um elemento, então haveria aqui um desequilíbrio do sistema coração (órgão do elemento fogo) e do rim (órgão do elemento água). O desequilíbrio nesses órgãos traria:  

  • Sentimento de solidão,
  • Falta de interesse,
  • Falta de entusiasmo e afeição,
  • Falta de amor por si e pelos outros.
  • Dificuldade de expressar as necessidades ou o afeto em relacionamentos íntimos,
  • Bloqueio do fluxo do afeto.
  • Sensação de desamparo ou impotência,
  • Sentimento de fracasso e de baixa auto-estima,
  • Falta de iniciativa,
  • Vontade de desistir da vida,
  • Falta de coragem
  • Incapacidade de atingir os objetivos por falta de energia

E quem está tendo todo esse tipo de sentimento realmente fica ansioso não é mesmo? E vice-versa. Esses sentimentos afetam o aspecto físico, depletam a energia do corpo e desequilibram o organismo como um todo. Falando em energias, as terapias holísticas energéticas, que trabalham com harmonização dos chakras apontariam que a ansiedade se trata também de um desequilíbrio dos chakras do plexo, do cardíaco e do frontal.

Um novo olhar, uma nova maneira de tratar

Deu pra notar que a ansiedade é muito mais que uma mera aflição psicológica e mais que um estado físico de nervosismo, não é mesmo? Agora responda comigo: será mesmo que um remédio tarja preta sozinho resolveria o problema?

Como lhe disse antes, por experiência própria eu sei que não. Foram as terapias holísticas que me ajudaram e ajudam hoje milhares de pessoas pelo mundo. Segundo uma reportagem da revista Super Interessante em países como Canadá e França, 70% da população já recorre às técnicas holísticas. E eu ainda agregaria mais um ingrediente à lista de fatores que ajudaram na minha cura: a busca pela espiritualidade. Falarei mais sobre isso no próximo tópico. Continue comigo.

Ansiedade, espiritualidade e o anseio da alma

Eu já te falei que usei tarja preta e que fiz terapias holísticas. Mas eu não te contei o porque eu me tornei uma ansiosa crônica. Bom, muitos daqueles sentimentos que a MTC fala e que citei lá em cima eu tinha. Só que além deles havia um vazio imenso no peito.

Chegou um ponto que eu diria que a ansiedade crônica que eu sentia foi contornada pelas terapias holísticas. Porém, só foi resolvida mesmo quando fui buscar a espiritualidade e dentro dessa busca fui encontrando respostas.

Sabe o que eu vivi e percebi? Sob o ponto de vista da espiritualidade, a ansiedade se manifesta muitas vezes devido a um anseio da alma que não é ouvido ou não é realizado. Sério! Conte-me aqui. Quantas vezes por dia você pára pra se ouvir?

Dentro da visão holística, habita dentro de nós um ser, uma força, um “eu” que é a nossa alma.  E de novo, quando paramos pra escutá-la? Para ver o que ela sente e tem a dizer? Para ver as dores e anseios que ela carrega e o que realmente ela gostaria de realizar? Quase nunca, não é mesmo?

Os anseios da alma e as consequências de não escutá-los

Sabe essa questão de ouvir a alma. Pois é, eu não parava nenhuma vez para dar atenção e ouvidos a minha alma. Nenhuma “vezinha” que fosse. Era agitada de mais para isso. Eu estava sempre ocupada. Filhos, trabalho, projetos, casa e tudo mais que eu pudesse me ocupar. E hoje eu sei que essas distrações foram armadilhas que eu mesma usei para me distanciar de mim. Eu acredito que eu não queria me ouvir ou mesmo estava com medo do que eu ouviria.

Então, creio que o jeito que minha alma conseguiu de me chamar atenção foi deixando um vazio dentro de mim. E também os sintomas da ansiedade: vinha também a agonia, a dor no peito, a mente agitada, vinha o choro, o nó na garganta, a vontade de comer desenfreadamente ou a necessidade de comprar um mundo de coisas. Não importa o que eu fizesse pra “matar” a ansiedade, a “danada” voltava de novo. E o ciclo de dor e aflição recomeçava.

O momento que eu parei para me ouvir e o que eu escutei

Foi aí que eu vi que eu tinha que fazer diferente, finalmente eu resolvi me ouvir (Aleluia! Deve ser o que você está pensando e o que minha alma pensou também). Após anos de meditação, estudos de espiritualidades e participação em workshops de desenvolvimento da consciência eu profundamente parei e me ouvi.

E os anseios da minha alma eram simples, era por contar aos outros o que eu tinha vivido, simplesmente para ajudar quem também está passando por isso. Ela queria que eu desse vazão à criatividade, que eu a escutasse mais no dia-a-dia, ouvisse seus conselhos, trilhasse novos caminhos, falasse mais o quanto eu amo as pessoas, agradecesse mais a todos e a tudo e mais outras tantas coisas que estou ouvindo e descobrindo aos poucos (Afinal, esse processo se deu recentemente).

O poder de cura que reside em se ouvir

E sabe aquela ansiedade crônica toda que eu sentia? Pois é! Sumiu! Sério, ela se foi. E hoje ao menor sinal de aflição eu corro e entro no meu silêncio para me ouvir. Assim eu nem dou tempo pra ansiedade se instalar. E quando eu paro para me ouvir, sabe o que eu ouço? Uma voz suave, que traz calma, respostas, carinho e dicas que mudam o meu momento, o meu dia ou a minha vida pra melhor.

Por isso é que eu te digo: a ansiedade é uma manifestação física, mental e psicológica de algo mais sutil, mais espiritual. Por não nos ouvirmos, sofremos. Por nos distrairmos de nós mesmo, ficamos ansiosos e por não saber ou esquecer o que alma deseja ou veio fazer adoecemos e a ansiedade se tornar parte de nós.

Lhe convido a experimentar: se ouça hoje!

Se ouça hoje, se ouça agora mesmo se você puder. Pare a loucura da rotina e se permita hoje ter uma vida mais consciente. Investigue dentro de você o que a sua alma quer fazer. Como ela deseja ser. E experimente como você ficará seguindo essa voz interna. E depois volte aqui pra contar pra gente.

Na minha experiência, ouvir o que minha alma anseia me fez escrever mais. Fazer artesanatos, cantar e dançar mais vezes, trabalhar em algo que faz meu coração vibrar, estar perto de pessoas que me fazem bem. Me fez ter alegria e mais respeito comigo. Assim ganhei mais disposição e vivacidade.  E novos rumos pessoais e profissionais se abriram pra mim.

Não sabe como começar a se ouvir? Eu te ajudo! Vou listar abaixo algumas dicas holísticas que me ajudaram. E também o caminho que trilhei até realmente poder me ouvir (não foi de uma hora para outra, mas o importante é dar o primeiro passo). Veja aí embaixo.

Dicas de como ouvir sua voz interna: meditações e oráculos

Como eu disse, eu fui além das terapias. Busquei a espiritualidade, ou seja, o encontro comigo mesma. Fiz vários cursos, workshops, consultas nesse sentido (tenho várias opções para indicar, inclusive). Mas no dia-a-dia o que eu fiz foi meditar e consultar oráculos.

Como eu tinha a mente agitada eu experimentei vários tipos de meditação: com mantras, guiada, só com música calma. Cada uma funciona para um momento, eu ia testando de acordo com o que eu estava sentindo. O fato é que quanto mais eu praticava mais eu ouvia uma vozinha lá no fundo de mim, ou seja, mais eu contactava a minha alma.

Outra ferramenta que uso até hoje quando a voz da minha alma não é tão clara quanto eu gostaria, são os oráculos. Passei a estudar vários tipos: runas, tarôs e oráculos temáticos (animais, xamanismo, fraternidade branca) e hoje tenho vários deles.

De acordo com o meu momento escolho um por intuição e faço a tiragem das cartas. Os oráculos ajudam a extrair do subconsciente o que está escondido. Sejam sentimentos, ideias ou mesmo atitudes que você lá no fundo sabe que deve tomar. Para mim, funcionou e funciona até hoje. Espero que dê certo para você também.  

Como contornar e vencer a ansiedade no dia-a-dia?

Enquanto você busca o contato com a sua voz da alma, procure terapias e produtos que vão lhe ajudar a contornar as aflições, o nervosismo e a mente agitada, ou seja, os sintomas da ansiedade. O que funcionou para mim e para algumas pessoas que indiquei:

  • Acupuntura: peça chave da MTC a acupuntura me trouxe calma, bem-estar físico e controle da mente (minha mente era insana, pensava loucamente)
  • Massagem: meu corpo era tenso num ponto que da cabeça aos pés eu tinha dores e nós musculares, eu saia da massagem leve, levinha e renovada,
  • Aromaterapia: eis aqui um santo remédio. Os óleos essenciais me ajudaram em tudo que você pode imaginar. Nos sentimentos depressivos, no controle da ansiedade, a dormir melhor e a equilibrar minha energia. Lavanda, Camomila, Bergamota e óleos essenciais específicos para o equilíbrio dos chakras eram meus melhores amigos.
  • Reiki e outras terapias energéticas: percebi que sem equilibrar minha energia a ansiedade voltava a me assolar  em pouco tempo. Então, as sessões de terapia energética me ajudaram muitíssimo. Principalmente porque algumas terapias ajudam a fazer limpeza e desbloqueio emocional. Isso foi fundamental para aplacar a ansiedade.

Lembre-se que aqui são só algumas opções de tratamento, há muito mais. Eu não fiz tudo ao mesmo tempo, mas sempre que possível eu associava as terapias para ter mais efeito! 🙂 E até hoje faço essas terapias porque elas me ajudam em tudo.

Foi  fazendo terapias holísticas, meditando, usando oráculos e principalmente foi ouvindo os anseios da minha alma que venci a ansiedade. E você? Sofre de ansiedade? Precisa de ajuda ou mesmo tem outras opções de tratamento para compartilhar? Converse comigo e com a equipe Revolute. Deixe seus comentários abaixo. Será um prazer trocar ideias e ajudar.  

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